Vamos lá deixar cair as barreiras e admitir de uma vez por todas, os cínicos, os rabugentos e os ensimesmados também, que no final de contas aquilo que todos querem ter um dia, e não vale dizer que é o sexo ou o companheirismo fraternal, é sem tirar nem pôr uma coisa que seja o mais próxima possível do amor romântico. Falo daquele amor grande, gigante, dos livros clássicos, dos filmes para fungar e das histórias que parecem acontecer só aos outros, sempre com imunidade à rotina e às contas por pagar. O único senão é que nesse universo tão inspirador, é costume morrer sempre alguém no apogeu do ato cor-de-rosa ao invés da longevidade rotineira que nos abraça todas as manhãs. Imagine-se um amor que não seja trágico nem toldado pela disparidade social doutros tempos. Um amor moderno, estão a ver? Que seja um elo entre duas pessoas contemporâneas do Obama, ou das travessuras do Passos Coelho, e que seja também um exemplo de bravura com várias dificuldades ultrapassadas, com frases perfei...