Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta portugal

Salvador

Imagem
Hoje comprei o novo álbum do Salvador Sobral, um disco que cristaliza a vida de palco das canções que o rapaz apresentou no seu trabalho de estreia 'Excuse Me'. Ao vivo, durante meses, em várias salas que esgotaram, Salvador, Júlio Resende, André Rosinha e Bruno Pedroso fazem do som jazzístico um produto vendável num mercado pouco habituado a laurear esta sonoridade, como é o nosso, e de resto também o mundial. É claramente um disco só para quem grama o estilo. O 'Amar pelos Dois', que ele não quer que seja a sua canção BI, também lá está pelo meio, mas em tonalidades de baixo e piano.   Gosto deste disco como se fosse um par da Billie Holiday, do Johnny Hartman, da Ella Fitzgerald ou do Nat King Cole.Até do Frank Sinatra. Gosto de jazz, gosto do improviso, gosto da calma melancólica, e gosto de ver um puto a espalhar este som e a fazê-lo porque é aquilo que gosta. Se vende por conta do sucesso no Eurofestival, ainda melhor para ele. Para mim, que não sou uma autori...

A Deputada

Imagem
Em 1982, João Morgado, parlamentar do CDS afirmou numa intervenção sobre a questão do aborto, que o ato sexual só se justifica quando o objetivo é a procriação: "O acto sexual é para ter filhos", afirmou o senhor categoricamente. Natália Correia, escritora, poetisa e deputada, respondeu em forma de poema ao seu colega, fazendo distribuir no hemiciclo os seguintes versos: "Já que o coito - diz o Morgado Tem como fim cristalino Preciso e imaculado Fazer menina e menino, E cada vez que o varão Sexual petisco manduca Temos na procriação Prova que houve truca-truca. Sendo pai de um só rebento Lógica é a conclusão De que o viril instrumento Só usou - parca ração! – Uma vez. E se a função Faz o órgão - diz o ditado – Consumada essa operação Ficou capado o Morgado." É URGENTE mais deputados assim.

Carta de Amor

Imagem
Como seria o amor em tempo de guerra? Quais seriam os versos mais bonitos, trocados em segredo entre olhares cúmplices? Em 1915, a minha bisavó Arminda, com 17 anos, escreveu o seu primeiro postal romântico ao galã Rogério, um moreno alto e bem falante com quem casaria em 1916. O mundo podia até estar a viver a 1ª Grande Guerra (1914-18), mas para a ingénua Arminda, o Amor-Para-Sempre era a maior batalha de todas!
Imagem
Um visionário do estilo, um precursor de uma certa liberdade de se ser como é, um ourives da nova música portuguesa.