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A tua geometria

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Quando penso porque te amo, encontro uma resposta original em cada perspectiva do meu pensamento. Imagino-te a sorrir, ou de lado, ou ainda a fazer o pino contra aquela parede que tu pintas insistentemente de todas as cores que existem. São muito diferentes as perspectivas de ti. São, sim senhor! Mas são tão iguais as emoções que tu me trazes! Essas, as emoções, são fortes e coloridas. Fortes como aquele abraço que tu me dás quando estamos juntos no baloiço da noite, e são coloridas como os nossos olhares cruzados nos instantes que construímos.   Não entendo quase nada de geometria descritiva. Não percebo os planos geométricos nem tampouco as perspectivas que tu dominas. Mas sei de cor cada pedaço de ti; cada posição que tomas; cada esboçar de sorriso. Não sei se sentes o mesmo que eu, e para te falar a verdade, nem é coisa que me faça perder muito tempo a tentar adivinhar. Chega-me saber que existe um turbilhão latente em toda a minha calma, só porque me permiti a dar sem me imp...

Feira das existências

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Eu não sei se tudo aquilo que sei, me fará saber-te melhor amanhã. Eu não sei se tenho aquilo que preciso ter para conseguir reter-te aqui, assim como estás agora. Talvez só consiga parar essa imagem tua, na retina do meu olho. Como se fosse espelho, não de alma mas, de vida feita de momentos que troquei, ou trocámos, por sorrisos que se rasgaram das (in)existências tristes. Não pensei que tivéssemos tantas nuvens para trocar por céus mais claros, ou calendários de noites com ares parados que leiloámos, tu e eu, à primeira licitação de beijos feitos de sol. Quem sabe que nada sabe é porque não tem nada a temer. Talvez apenas aprender como se fazem, e remendam, os retalhos de uma vida.

Era uma vez

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"Era uma vez", são as palavras que começam sempre os meus sonhos. Isto porque eu sou metáfora com música num mundo de imagens imaginadas contigo, tal qual tu fosses um livro de encantamento. Por ti, eu pulei de uma qualquer página para pisar a tua realidade, e assim libertar-me do espartilho dos parágrafos e do papel. Atravessei capítulos inteiros e enfrentei todos os dragões e bruxas más que encontrei pelo meu caminho até ti. Trago aqui comigo as gravuras coloridas, de uma história bonita, e também uma mensagem feita com uma moral cor-de-rosa. Guardo as cores das aguarelas, que pedi emprestadas às figuras desenhadas, porque posso mais tarde querer mudar a cor do teu espírito. Posso torná-lo azul celeste para receberes o Peter Pan e os meninos perdidos, ou talvez preto ébano para que possa contrastar na tez alva da Branca de Neve. Tu dizes-me que os meus sorrisos são fábulas que te convidam a dançar aventuras e eu, ainda mais sorridente, solto dos lábios um assobio marot...