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Liberdade

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Hoje vivemos tempos difíceis. Tempos estranhos e de mudança. O outono de 2008 nos Estados Unidos da América trouxe uma grande constipação e, a seu tempo, o mundo apanhou uma gripe daquelas a valer. Portugal e a Grécia são dois pacientes em convalescença, dizem eles, que necessitam de uma quarentena apertada e muito rígida. Por isso fizeram-nos tomar comprimidos de largo espectro com efeitos secundários de longa duração e que, ainda por cima, viciam não a quem os toma mas a quem os prescreve. Não haveria de certeza uns comprimidinhos mais ligeiros, com efeitos secundários de menor impacto? Depois os doutorzinhos do Centro de Saúde aqui do burgo, querem seguir as prescrições com afinco. Com tanto afinco que até querem exagerar as dosagens a ver se a maleita se esvai mais depressa. Querem matar o mal e o doente também. Com tanta medicamentação que o pai Portugal tem tomado, a filha Liberdade, agora com 38 anos, anda triste, tão triste que ultimamente até se veste de negro. Já não basto...

Marvel

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Se eu tentasse explicar ao meu sobrinho de seis anos, de forma muito simplicada, o que é a Troika e aquilo que ela significa, tenho a certeza que ele me aconselharia a abrir um dos livros de banda desenhada que tem na estante para que chamássemos um super-herói valente. Em vez de manuais de economia, ele iria achar mais eficaz uma consulta ao dicionário da Marvel. Porque afinal, o pragmatismo da banda desenhada consegue resolver qualquer problema em pouco mais do que três tiras quadriculadas, com cores primárias e algumas onomatopeias em letras garrafais. Se o Batman existisse de verdade, ou o Hulk, ou o Super-Homem e a sua amiga Mulher-Maravilha, nós teríamos vigilantes preocupados em restaurar o bem-estar e a ordem. Se eu falasse da Troika ao meu sobrinho... ele diria que o Joker, a Mulher-Gato ou o Lex Luthor são meninos de coro comparados com ela.