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Pauline

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Ácida, incisiva, assertiva, opinativa, controversa mas quase sempre certeira, Pauline Kael foi uma das grandes críticas de cinema, na minha opinião, bem entendido, capaz de influenciar/formar/instruir sobre a 7ª Arte. Escreveu entre 1968 e 1991, para a revista New Yorker, publicou vários livros, e deu o mote para que muitos outros pudessem fazer o mesmo. Não tinha problema algum em pôr em causa Fellini ou Hitchcock, e quando não lhe caía no goto alguma obra, mesmo que o sucesso de bilheteira dissesse o contrário, lá saíam umas linhas jocosas e bem fundamentadas para um arraso contra-corrente. Em 1965 estava o musical "Música no Coração" (The Sound of Music) a varrer as salas mundiais, e os Óscares, e para esta senhora o filme impunha-se como " uma coisa pré-fabricada que tem a presunção de nos dizer como devemos sentir e reagir, para além de nos provar o quão imbecis estéticos somos quando trauteamos as cançõezinhas no caminho para casa". Não era pêra doce, nã...

Atriz mulher

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Há alguns dias atrás escrevi sobre esta senhora, figura de destaque da teledramaturgia brasileira. Olhando para a sua estatura pequenina, de olhar negro e ligeiramente estrábico, consegue-se sentir uma energia especial que destila no seu discurso simples mas articulado. Lucélia Santos é uma mulher muito interessante. Mais do que a eterna "Escrava Isaura", a quem deve o reconhecimento internacional em mais de 120 países, é sobretudo uma atriz de teatro e cinema. Foi a musa do dramaturgo Nelson Rodrigues porque transportou para o grande ecrã uma série de heroínas rodriguianas: "Engraçadinha", "Lara de Resende" ou "Álbum de Família". Nos anos 80 deu vida no cinema a "Luz del Fuego", uma figura polémica ligada ao naturismo em tempo de ditatura militar, naquele que seria, dizem, o filme preferido de Fidel de Castro. Aliás, graças a este trabalho, e à velhinha Isaura também, dizem que o próprio Fidel quis conhecer a Lucélia pessoalmente...

No, they don't

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Ontem fiz uma classic movie night e projectei na tela da sala (japonesa da janela) um western americano, que já tinha ouvido falar, mas nunca tinha visto: "Duel in the Sun" (1946). Gregory Peck, Joseph Cotten e Jennifer Jones. Sou viciado no cinema americano dos anos 40 e 50. Quem disse um dia que "they don't make them like this anymore", sabia aquilo que dizia e eu concordo plenamente. Mudam-se os tempos, mudam-se os gostos, mudam-se os estilos, muda-se tudo, com certeza. Mas ainda bem que há lançamentos em DVD/Blue Ray e os ciclos da cinemateca. :-))))