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Carta de Amor

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Como seria o amor em tempo de guerra? Quais seriam os versos mais bonitos, trocados em segredo entre olhares cúmplices? Em 1915, a minha bisavó Arminda, com 17 anos, escreveu o seu primeiro postal romântico ao galã Rogério, um moreno alto e bem falante com quem casaria em 1916. O mundo podia até estar a viver a 1ª Grande Guerra (1914-18), mas para a ingénua Arminda, o Amor-Para-Sempre era a maior batalha de todas!

Carta

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E se uma carta de amor assinada por ninguém chegasse às tuas mãos, o que sentirias? Meu amor, Sabes o quanto eu te amo? Tropecei? Caí? Perdi o equilíbrio? Rasguei o meu joelho? Rasguei o meu coração? Sei que te amo quando os meu olhos te vêem, Sei que a tua ausência faz arder a minha alma Nem um músculo se moveu. Folhas flutuam numa qualquer brisa. Os ares estão parados. Apaixonei-me sem ter dado um passo… Eu existo para te completar, Como vento que dança com a chuva, Numa valsa de inverno Quando me penteio Quando leio os meus livros Quando coleciono as linhas do teu rosto Quando não estou junto de ti Eu continuo… Sempre a querer pertencer-te