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A mostrar mensagens com a etiqueta 5 de outubro

Liberdade

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Hoje vivemos tempos difíceis. Tempos estranhos e de mudança. O outono de 2008 nos Estados Unidos da América trouxe uma grande constipação e, a seu tempo, o mundo apanhou uma gripe daquelas a valer. Portugal e a Grécia são dois pacientes em convalescença, dizem eles, que necessitam de uma quarentena apertada e muito rígida. Por isso fizeram-nos tomar comprimidos de largo espectro com efeitos secundários de longa duração e que, ainda por cima, viciam não a quem os toma mas a quem os prescreve. Não haveria de certeza uns comprimidinhos mais ligeiros, com efeitos secundários de menor impacto? Depois os doutorzinhos do Centro de Saúde aqui do burgo, querem seguir as prescrições com afinco. Com tanto afinco que até querem exagerar as dosagens a ver se a maleita se esvai mais depressa. Querem matar o mal e o doente também. Com tanta medicamentação que o pai Portugal tem tomado, a filha Liberdade, agora com 38 anos, anda triste, tão triste que ultimamente até se veste de negro. Já não basto...