64
Quando eu tiver 64 anos quero já ter feito o meu trabalho de casa. Da escola da vida, quero eu dizer. Quero ter sido eu sempre, sem nunca ter precisado de montar armadilhas a ninguém para conseguir mais depressa os meus objetivos. Quando eu tiver 64 anos quero que digam que eu fui um gajo porreiro. Que soube sempre ouvir. Que soube sempre ajudar um amigo quando ele precisou de mim. Quando eu tiver 64 anos quero que o mundo tenha uma consciência diferente daquela que tem hoje. Quero que ele seja um lugar onde a sustentabilidade, a eco-efiiciência e o bem estar comum sejam as palavras de ordem. Sem atropelos, sem capitalismos selvagens, sem selvas de pedra onde só os mais ferozes e os que rugem mais alto, é que sobrevivem. Até porque se eu estiver errado, nessa altura já estou velho de mais para lutar contra os leões. Quando eu tiver 64 anos quero que ainda haja livros a conviverem nas prateleiras com os mil gadgets (des)necessários que vão ser inventados até essa altura. Pode ...