Ser ou não ser
Ser ou não ser uma boa pessoa. Ou melhor, tentar ou não tentar ser-se sempre melhor é cada vez mais difícil. Com os mal-entendidos, as más interpretações, a falta de paciência, a sobrevivência de cada um social, emotiva ou profissionalmente, tudo isto treina cada um de nós a ganhar o dia como se de uma prova se tratasse. Depois há os conflitos, as invejas e as invejinhas, o diz que disse e o toma lá que já almoçaste, que fazem com que seja tarefa dura ser uma boa pessoa.
Ainda há quem confunda a bondade com a fraqueza. Parece que vivemos num sítio onde se acredita que quem é bom tem de ser fraco ou então um grande otário. É assim na fila do supermercado, no pagamento dos impostos, na fila para o autocarro ou em qualquer outra situação na qual se pense primeiro no outro do que na satisfação da nossa necessidade inicial. Ser bom não dá. "Se fores bom vais ver que te passam a perna!", dizem.
É tão difícil sermos boas pessoas que quando o estamos a ser, há quem ache que estamos a tentar provar alguma coisa. Depois os que o são genuinamente, são penalizados na opinião alheia porque alguém institucionalizou um dia que quando alguém é muito bom é porque é bom de mais para ser verdade. Até há quem diga que prefere os vilões aos personagens benfazeja nas tramas de ficção. Os bonzinhos são sempre chatos, vox populi dixit.
Penso que o melhor é ser-se tal qual como se é mas com updates fraternais e cordiais ao nosso comportamento e personalidade. É simples: tratar os outros exatamente como desejamos ser tratados. Investe-se em tanta coisa e poucas vezes se acerta no alvo: "A bondade é o único investimento que nunca vai à falência".
Henry Thoureau tinha razão ou se calhar disse isto porque era muito bonzinho.

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