Feira das existências
Eu não sei se tudo aquilo que sei, me fará saber-te melhor amanhã. Eu não sei se tenho aquilo que preciso ter para conseguir reter-te aqui, assim como estás agora. Talvez só consiga parar essa imagem tua, na retina do meu olho. Como se fosse espelho, não de alma mas, de vida feita de momentos que troquei, ou trocámos, por sorrisos que se rasgaram das (in)existências tristes.
Não pensei que tivéssemos tantas nuvens para trocar por céus mais claros, ou calendários de noites com ares parados que leiloámos, tu e eu, à primeira licitação de beijos feitos de sol.
Quem sabe que nada sabe é porque não tem nada a temer. Talvez apenas aprender como se fazem, e remendam, os retalhos de uma vida.

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