Às vezes
Às vezes queria que a vida fosse como um filme a preto e branco. De planos demorados. Lentos de pormenor. Outras vezes, eu queria que a existência fosse um filme colorido. Garrido de sentimento. Estilizado de emoções. De vez em quando, poderia ser também um filme de autor. Mais rápido e de contornos misteriosos.
Se Deus, ou quem manda, fosse um realizador galardoado, cada um de nós viveria a sua longa-metragem à medida do talento. Porque se a vida fosse um filme, de todos os géneros, blockbuster ou erudito, os finais seriam, por tendência, sempre felizes.

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