Os Beijos
Pergunto-me se haverá no mundo um mausoléu tão venerado, beijado e escolhido como abrigo preferido de leitores solitários, como a campa de Oscar Wilde no cemitério de Père-Lachaise em Paris? Vêem-se olhos que choram, mãos que escrevem recados e lábios pintados que beijam a pedra fria. As frases e os pedaços de histórias que se podem ler nas quatro paredes, se compilados mesmo sem nexo, dariam um romance. Um romance de retalhos.

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