Modas
Estar na moda e seguir padrões é uma chatice. Pessoalmente até acho bem mais 'edgy' quando se rema contra a corrente. É porreiro ler os livros em voga quando já ninguém se lembra deles e melhor ainda, usar verde alface quando a regra é o preto. Faço uma ressalva para os fashionistas ponderados: aqueles que aderem a uma moda, porque é aquilo que querem mesmo, e não compram tudo o que lhes é atirado pelos olhos adentro. São coerentes e reflexivos nas suas escolhas.
Não falo só de moda. Falo de conceitos, hobbies, assuntos de conversa e até de opiniões pré-formadas. Qual é a graça de ler fulano X porque toda a gente o está a ler, ou ver o filme Y porque o mundo vai vê-lo em fila indiana, ou aderir ao hobbie Z porque parece que toda a gente o faz hoje em dia?
A moda tem um sacana de um denominador comum que não me agrada. Quer pensar por nós. Quer apressar decisões. Impor padrões e criar manadas que aprendem a esquecer como decidir por si. No dia em que a voga mundial seja mais humanitária e menos capitalista, eu assino a petição. Deve ser por isso que eu gosto do retro e do vintage. Mas até disso já querem fazer moda...

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