Eu não sei e tu não sabes
Acredito que ninguém sabe realmente alguma coisa. Somos, e fomos talhados para ser, eternos aprendizes. Quando nascemos, indefesos e à mercê dos braços que nos seguram, não podemos recorrer às experiências de uma vida passada, se ela existir. Quando deixamos a infância para trás não sabemos sequer o que realmente significou a juventude e quando casamos, não concebemos nem de perto nem de longe aquilo que é ser-se casado. Depois vem a velhice e tornamos a não saber para onde vamos, sabemos apenas aquilo que foi para trás, mas nem aí temos sorte porque, salvas raras exceções, poucos terão disponibilidade para nos escutar. Dirão que somos crianças outra vez e o melhor é não fazer caso. Por isso não há volta a dar e ponto final. Somos aprendizes em eterno ciclo e sem capacidade para saber alguma coisa no momento certo. A única certeza absoluta é uma eterna inexperiência.

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