Um caderno será sempre um caderno. Eu é que nunca serei o mesmo. Nem se o quisesse.
Amor de cão
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Gosto de amor em todas as cores e feitios: platónico, romântico, amigo, familiar, artístico, idealista e sobretudo o desinteressado. O amor de um cão é um dos mais comoventes e despretensiosos que pode existir.
A vida é assim esta coisa de cada um por si, a brincar à solidariedade. Para se matar o tempo. Para julgarmos que somos gente. Gente que não tem medo de sentir. Sobretudo, quando já se está morto.
O que é o Natal, senão uma catarse daquilo que podemos ser de melhor? Seja o que for que se positiva, e só com essa condição, então que seja! Seja um momento feliz que se partilha, seja uma reunião adiada há várias folhas do calendário, ou uma tentativa de paz que se pondera, um ensaio ou um esboço que se desenha com mais ou menos vontade, mas que ainda assim se tenta, seja uma simples tentativa, seja uma hipocrisia positiva arrancada à laia de rolha de espumante. Que seja! Com ou sem ritual religioso, que seja! Com toda a família, ou com quem ainda resta, que seja! Que seja uma catarse da natureza humana, que é o mais provável, mas que ainda assim, seja uma pausa na nossa existência grotesca. Que seja!
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