Silêncio
Gosto do silêncio nos momentos. Sem palavras. Sem a oralidade. Prefiro a música e a leitura dos olhos aos diálogos escritos, recitados, decorados e despejados numa cena que já se ensaiou 200 vezes. Prefiro o engano do olhar a um discurso límpido, dito por uma voz firme, bem colocada, mas que não sabe aquilo que diz. E não sabe porque não o sente. Prefiro as palavras ditas com os olhos. O brilho na retina devia ser uma linguagem universal. A primeira. A principal.

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