Clube dos Poetas que já fomos



Sou do clube daqueles que guardaram, e ainda guardam, os cadernos da escola. São um amontoado de papéis, rascunhos, testes e cadernos quadriculados ou pautados, com recortes de artistas de cinema e de bandas do passado a sorrirem ou a posarem solenemente nas capas. No interior, poemas e dedicatórias escritos por colegas mais inspirados, sempre numa caligrafia pueril e exageradamente redonda.

Num desses cadernos do 9º ano, com imagens da Kim Basinger agarrada ao Batman, encontrei anotações minhas, escritas em várias páginas, com citações do "Clube dos Poetas Mortos". Sorri com os Carpe diems desejados aos 14 anos, com os tutanos da vida que naquela altura ainda aprendia a sugar, com as idas ao bosque para encontros comigo mesmo, e fico com a sensação clara que, 25 anos depois, o maior Carpe Diem de todos é que não importa a idade nem a experiência que eventualmente se possa ter, porque continuaremos a ser, em alguns momentos, aquele miúdo deslumbrado que um dia fomos.

"Sucking the marrow out of life doesn't mean choking on the bone."

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