A cobrança



Não gosto de cobranças. As cobranças acabam por cheirar muito mal, mais tarde, para quem as faz e fedem ainda pior quando alguém as recebe sem as compreender. Quem cobram impiedosamente são os bancos. E cobram porque alguém assinou um contrato de empréstimo. As cobranças despropositadas são como uma troika dos afectos. Têm juros muito pesados e quanto mais tempo passa, e a continuarem a ser feitas, maiores se tornam as taxas da paciência. As cobranças compulsivas são azedas. Não combinam com o mel daquilo que já se foi um dia. Malditas cobranças! Nem de fraque se tornam mais elegantes!

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