(des)Amor
Hoje uma amiga perguntou-me se eu sabia definir o (des)amor. Pensei. Voltei a pensar e tive dúvidas. Depois, entre o gole no café e o olhar nos olhos, respondi-lhe: Há alturas em que de tanto sabermos o outro de cor, acabamos por esquecer tudo. Esquecem-se os motivos. Esquecem-se as motivações. E até se esquecem as causas que agora deixam de ter efeito. Quanto dista o amor sereno da serenidade do comodismo? O que pesa mais, a sinceridade dos afetos ou a conveniência dos hábitos que se instalaram? Quantos segundos são necessários para se passar do amor ao apego oferecido pelo tempo? É (des)amor ou ligeira gripe daqueles que amaram de mais? As minhas perguntas responderam à tua pergunta?