Spectre




O novo filme 007 é frenético e estranhamente contemplativo. Se por um lado o Craig Bond é maduro, digamos que mais sóbrio do que o Moore dos anos 80, ele gosta também, e muito, da brincadeira. Há viagens a Marrocos, há excursão à Áustria, há explosões em Londres e há uma parada no Dia dos Mortos na capital do México. Há helicópteros, há o Aston Martin e há o vodka martini que ficou por beber a bordo do comboio porque um malandro resolveu fazer de pau de cabeleira.

Há uma loira francesa, que já pouco faz lembrar a menina de cabelo azul do "A vida de Adele", e há a Belushi italiana em modo viúva, que apesar de estar 5 minutos em cena, tem tempo para enterrar o marido e para fazer o luto com o 007. Há tudo em "Spectre" menos o tema musical a martelar em cada cena de acção. Desta vez, o tema tocou mesmo só duas vezes como o carteiro, aquele que era amigo da Lana Turner. O Christoph Waltz é o mauzão de serviço, é um grande sádico, e deveria ter aparecido mais vezes. O gajo faz bem de vilão mas temo que seja um homem tímido.

Eu gostei à brava mas sou suspeito. Venha daí outro que eu papo no cinema, sem screeners da Internet. Juro!

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