Beijos
«Quem não beija é como um morto.»
Goethe
O maior e melhor beijo que alguém pode receber tem de ser incondicional, desinteressado e vital para quem o oferece. Nunca poderá ser um beijo romântico. Os beijos apaixonados são ótimos mas dependem, condicionam, avaliam, comparam, precisam de equilíbrio e raramente resistem a uma deceção.
Parece-me muito mais forte, feito de diamante, um beijo que se dá com a alma, um daqueles beijos entre amigos verdadeiros que conhecem cada pedaço um do outro, que reconhecem cada som, que sabem cada timbre, que decoraram cada momento, que memorizaram cada odor sem nada cobrarem pelo espaço ocupado na memória. Amigos assim, e isso inclui a família de sangue e a família de vida, sabem sempre beijar como ninguém. São os melhores beijadores. E eu retribuo.

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