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A mostrar mensagens de 2015
Despertar com Força
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A sétima parte da saga da Guerra das Estrelas despertou e veio com a espertina toda. Ao invés das complicações do passado que envolveram siths, clones e ameaças fantasma, a historia viajou à velocidade da luz até à autoestrada do episódio quatro e seguiu sempre em frente sem grandes desvios. Ver o novo filme da Guerra das Estrelas é como reencontrar velhos amigos da infância num jantar de Natal e saborear o lado bom da nostalgia com novos detalhes, e novas notas de sabor para experimentar. Talvez o grande segredo deste novo prato galáctico seja a boa receita antiga. Vai agradar aos gulosos de longa data e vai também satisfazer os novos apreciadores da iguaria. O jantar está servido. Bom apetite!
Spectre
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O novo filme 007 é frenético e estranhamente contemplativo. Se por um lado o Craig Bond é maduro, digamos que mais sóbrio do que o Moore dos anos 80, ele gosta também, e muito, da brincadeira. Há viagens a Marrocos, há excursão à Áustria, há explosões em Londres e há uma parada no Dia dos Mortos na capital do México. Há helicópteros, há o Aston Martin e há o vodka martini que ficou por beber a bordo do comboio porque um malandro resolveu fazer de pau de cabeleira. Há uma loira francesa, que já pouco faz lembrar a menina de cabelo azul do "A vida de Adele", e há a Belushi italiana em modo viúva, que apesar de estar 5 minutos em cena, tem tempo para enterrar o marido e para fazer o luto com o 007. Há tudo em "Spectre" menos o tema musical a martelar em cada cena de acção. Desta vez, o tema tocou mesmo só duas vezes como o carteiro, aquele que era amigo da Lana Turner. O Christoph Waltz é o mauzão de serviço, é um grande sádico, e deveria ter aparecido mais vezes...
A Deputada
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Em 1982, João Morgado, parlamentar do CDS afirmou numa intervenção sobre a questão do aborto, que o ato sexual só se justifica quando o objetivo é a procriação: "O acto sexual é para ter filhos", afirmou o senhor categoricamente. Natália Correia, escritora, poetisa e deputada, respondeu em forma de poema ao seu colega, fazendo distribuir no hemiciclo os seguintes versos: "Já que o coito - diz o Morgado Tem como fim cristalino Preciso e imaculado Fazer menina e menino, E cada vez que o varão Sexual petisco manduca Temos na procriação Prova que houve truca-truca. Sendo pai de um só rebento Lógica é a conclusão De que o viril instrumento Só usou - parca ração! – Uma vez. E se a função Faz o órgão - diz o ditado – Consumada essa operação Ficou capado o Morgado." É URGENTE mais deputados assim.
A Torre mais alta
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Quando eu era puto, comer era um castigo. Para que eu comesse antes do infantário, a minha avó inventava histórias que dariam uma segunda edição dos Contos de Grimm. Por vezes já cansada, ela repescava histórias reais, momentos seus, sensações suas, porque tudo valia por uma nova garfada e um menino bem comportado na escola. Numa das histórias que contou, a minha avó falou de uma rapariga que vivia na torre mais alta do mundo. A torre era mágica porque todos aqueles que a vissem na varanda, subiriam para a alcançar e, no final, enamorar-se-iam pela vista da cidade. Talvez a história para encantar meninos que a minha avó contou, fosse afinal uma catarse do dia em que subiu à Torre Eiffel.
Pauline
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Ácida, incisiva, assertiva, opinativa, controversa mas quase sempre certeira, Pauline Kael foi uma das grandes críticas de cinema, na minha opinião, bem entendido, capaz de influenciar/formar/instruir sobre a 7ª Arte. Escreveu entre 1968 e 1991, para a revista New Yorker, publicou vários livros, e deu o mote para que muitos outros pudessem fazer o mesmo. Não tinha problema algum em pôr em causa Fellini ou Hitchcock, e quando não lhe caía no goto alguma obra, mesmo que o sucesso de bilheteira dissesse o contrário, lá saíam umas linhas jocosas e bem fundamentadas para um arraso contra-corrente. Em 1965 estava o musical "Música no Coração" (The Sound of Music) a varrer as salas mundiais, e os Óscares, e para esta senhora o filme impunha-se como " uma coisa pré-fabricada que tem a presunção de nos dizer como devemos sentir e reagir, para além de nos provar o quão imbecis estéticos somos quando trauteamos as cançõezinhas no caminho para casa". Não era pêra doce, nã...
Carta de Amor
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Como seria o amor em tempo de guerra? Quais seriam os versos mais bonitos, trocados em segredo entre olhares cúmplices? Em 1915, a minha bisavó Arminda, com 17 anos, escreveu o seu primeiro postal romântico ao galã Rogério, um moreno alto e bem falante com quem casaria em 1916. O mundo podia até estar a viver a 1ª Grande Guerra (1914-18), mas para a ingénua Arminda, o Amor-Para-Sempre era a maior batalha de todas!
Beijos
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«Quem não beija é como um morto.» Goethe O maior e melhor beijo que alguém pode receber tem de ser incondicional, desinteressado e vital para quem o oferece. Nunca poderá ser um beijo romântico. Os beijos apaixonados são ótimos mas dependem, condicionam, avaliam, comparam, precisam de equilíbrio e raramente resistem a uma deceção. Parece-me muito mais forte, feito de diamante, um beijo que se dá com a alma, um daqueles beijos entre amigos verdadeiros que conhecem cada pedaço um do outro, que reconhecem cada som, que sabem cada timbre, que decoraram cada momento, que memorizaram cada odor sem nada cobrarem pelo espaço ocupado na memória. Amigos assim, e isso inclui a família de sangue e a família de vida, sabem sempre beijar como ninguém. São os melhores beijadores. E eu retribuo.
As Estrelas
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Estreou ha dias o novo filme da «Guerra das Estrelas» e é-me impossível esquecer o meu primeiro contacto com a saga, algures em 1984. Comecei o namoro com a galáxia de George Lucas ao contrário porque foi o episódio VI, O Regresso de Jedi, aquele que eu vi primeiro. Naves espantosas, heróis corajosos, robots que dão vontade de trazer para casa, luas e planetas incríveis, ursinhos fofos, um verme gordo e mau que aprisionou o capitão Han Solo e a princesa Leia e finalmente um sabre de laser todo catita. Na altura pensei que estava a ver a coisa mais impressionante da minha vida. Apaixonei-me aos 9 anos. Trinta anos, e muitos filmes do género, depois eu continuo igual. Sou um gajo fiel aos amores que o merecem.