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A mostrar mensagens de 2014

Impressão minha?

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Quando alguém está apaixonado os olhos não vêem a realidade. Os olhos vêem um quadro saído do impressionismo francês. Porque quem gosta impressiona-se com facilidade. Impressiona-se com as palavras e impressiona-se com os gestos. Ou é só uma impressão minha?

Aquilo que dói

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Aquilo que me dói mais na morte não é a ideia do fim ou do deixar de existir. Dói-me muito mais o tempo que se ganha, com a ausência, para se poder preparar as palavras certas a trocar com quem já não as poderá receber. Com esse tempo ganho, imaginam-se os momentos em que se disse tudo aquilo que havia por dizer. As frases saem completas. Ricas. Vírgula por vírgula. Ponto por ponto. Tudo isto porque a ausência total de alguém importante faz-nos perorar sobre aquilo que devia ter sido dito e não foi.

Enfim sós...

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Às vezes gosto de estar só. A solidão não me assusta, dado que é uma escolha que posso fazer, de livre vontade e durante o tempo que também me apetecer. Se, porventura, fosse imposta, creio que, por teimosia e contrariedade, não gostaria nem um bocadinho da solidão.    Estar só é estar na minha absoluta companhia, é ouvir-me sem distrações, é contemplar tudo com calma e reflectir, sobre mim, sobre o mundo, sobre tudo. Estar só implica dialogar connosco mesmos, indagar acerca de coisas que na companhia de outros nos passariam ao lado, exactamente porque na companhia de outros não somos o nosso centro das atenções.    Gosto de estar só, de viajar apenas com uma mochila por companhia, descobrir locais apenas com a ajuda de um mapa e calcorrear ruas polvilhadas de gente apenas, e só, comigo. Não é egoísmo, não é excentricidade, é um prazer imenso que nasce da alegria de descobrir no relógio horas que são só minhas, minutos inesquecíveis só meus, segundos de silênc...

Amor romântico e outras pinderiquices

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Vamos lá deixar cair as barreiras e admitir de uma vez por todas, os cínicos, os rabugentos e os ensimesmados também, que no final de contas aquilo que todos querem ter um dia, e não vale dizer que é o sexo ou o companheirismo fraternal, é sem tirar nem pôr uma coisa que seja o mais próxima possível do amor romântico. Falo daquele amor grande, gigante, dos livros clássicos, dos filmes para fungar e das histórias que parecem acontecer só aos outros, sempre com imunidade à rotina e às contas por pagar. O único senão é que nesse universo tão inspirador, é costume morrer sempre alguém no apogeu do ato cor-de-rosa ao invés da longevidade rotineira que nos abraça todas as manhãs. Imagine-se um amor que não seja trágico nem toldado pela disparidade social doutros tempos. Um amor moderno, estão a ver? Que seja um elo entre duas pessoas contemporâneas do Obama, ou das travessuras do Passos Coelho, e que seja também um exemplo de bravura com várias dificuldades ultrapassadas, com frases perfei...

12 Anos Escravo

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  Acabei de chegar do cinema e venho atordoado com tanta chicotada, tanta injustiça e soberba dos senhores brancos para com os negros durante a era esclavagista, neste caso nos Estados Unidos do século XIX. "12 Anos Escravo" não dá tréguas a ninguém e faz questão que a plateia assista à degradação, à brutalidade e à irracionalidade humana que leva alguém a ser intolerante, e pior, perverso, com um semelhante. O filme é realizado por Steve McQueen ("Vergonha", "Fome"), e aborda a história da escravatura nos EUA numa perspectiva muito realista, a partir de factos verídicos. As memórias de Solomon Northup, um homem negro que foi raptado e vendido como escravo, servem de mote para uma viagem aos confins do Inferno sob a batuta da chibata e do tronco. É a antítese do "E tudo o Vento Levou", dos vestidos bonitos, das boas maneiras e e das "southern belles" com um coração de oiro. Aqui a carne racha e faz ferida. Michael Fassbender, Benedict ...

Na tua pele

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Nos sinais que a tua pele traz, eu vejo estrelas e constelações.

Tu Gitana

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Com a sua canção "The Calling", a cantora irlandesa Méav ní Mhaolchatha está a ser acusada por alguns musicólogos portugueses de ter feito plágio a um tema de José Afonso, "Tu Gitana", uma canção com música do cantor português, e cantada pela soprano Helena Vieira (álbum Galinhas do Mato - 1985). De facto, é muito parecido...