Salvador
Hoje comprei o novo álbum do Salvador Sobral, um disco que cristaliza a vida de palco das canções que o rapaz apresentou no seu trabalho de estreia 'Excuse Me'. Ao vivo, durante meses, em várias salas que esgotaram, Salvador, Júlio Resende, André Rosinha e Bruno Pedroso fazem do som jazzístico um produto vendável num mercado pouco habituado a laurear esta sonoridade, como é o nosso, e de resto também o mundial. É claramente um disco só para quem grama o estilo. O 'Amar pelos Dois', que ele não quer que seja a sua canção BI, também lá está pelo meio, mas em tonalidades de baixo e piano.
Gosto deste disco como se fosse um par da Billie Holiday, do Johnny Hartman, da Ella Fitzgerald ou do Nat King Cole.Até do Frank Sinatra. Gosto de jazz, gosto do improviso, gosto da calma melancólica, e gosto de ver um puto a espalhar este som e a fazê-lo porque é aquilo que gosta. Se vende por conta do sucesso no Eurofestival, ainda melhor para ele. Para mim, que não sou uma autoridade musical, ele tem aquilo que falha à posse de muita gente: o binómio autenticidade/talento.
A maioria, julgo, tem um ou tem o outro.Ter os dois, e sobretudo saber amar pelos dois, é obra!

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