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A mostrar mensagens de 2018

Lugar estranho

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O mundo é esse lugar estranho, com leis e regras, tão variáveis em cada espaço, e feitas por homens que nasceram do mesmo milagre. É como um grande edifício com dez casas de banho, onde a utilização da mesma nunca é feita da mesma maneira, e o objetivo comum para todas elas é a última coisa que importa. O mundo é esse lugar estranho. A vontade é a mesma mas o caminho faz-se sem o pragmatismo da bondade.

Genial

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Há a ideia generalizada de que o génio de alguém depende sempre do reconhecimento público. Depois vem a inveja. E depois nada disso importa. A natureza humana nada tem de genial.

Domina-te

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Quem domina o silêncio de si, domina-se. 

Repulsa

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A liberdade não passa pelo galanteio. Isso é sexismo. Não existe um conceito de liberdade para importunar. Ou não deveria existir. A Catherine Deneuve deve ter regressado à fase da "Repulsa". Neste filme de 1965, do Polanski, a sua personagem desprezava os avanços masculinos. Agora, e afinal, a repulsa é outra. Repulsa pela paridade. Como se o poder feminino para repudiar uma postura de galanteio masculino, tornasse a mulher num ser histérico que exprime ódio pelos homens. Perguntem às miúdas de 15, 16 anos, em qualquer latitude do planeta. Infelizmente, até elas sabem. A Catherine, pelo visto não. Ou por outra, sabe e até gosta, mas não quer ser só.

Romance

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O amor romântico é uma tentativa de regulação do sentir. Falha quase sempre, e este quase é já em si um falhanço. Ninguém pode amar por tratado.

Órgão de fogo

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Je te laisserai des mots

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A vida

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A vida é assim esta coisa de cada um por si, a brincar à solidariedade. Para se matar o tempo. Para julgarmos que somos gente. Gente que não tem medo de sentir. Sobretudo, quando já se está morto.

Ninguém

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Ninguém quer ser palhaço mas todos riem e gostam de rir.

Salvador

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Hoje comprei o novo álbum do Salvador Sobral, um disco que cristaliza a vida de palco das canções que o rapaz apresentou no seu trabalho de estreia 'Excuse Me'. Ao vivo, durante meses, em várias salas que esgotaram, Salvador, Júlio Resende, André Rosinha e Bruno Pedroso fazem do som jazzístico um produto vendável num mercado pouco habituado a laurear esta sonoridade, como é o nosso, e de resto também o mundial. É claramente um disco só para quem grama o estilo. O 'Amar pelos Dois', que ele não quer que seja a sua canção BI, também lá está pelo meio, mas em tonalidades de baixo e piano.   Gosto deste disco como se fosse um par da Billie Holiday, do Johnny Hartman, da Ella Fitzgerald ou do Nat King Cole.Até do Frank Sinatra. Gosto de jazz, gosto do improviso, gosto da calma melancólica, e gosto de ver um puto a espalhar este som e a fazê-lo porque é aquilo que gosta. Se vende por conta do sucesso no Eurofestival, ainda melhor para ele. Para mim, que não sou uma autori...