Leia
Depois do George Michael ontem, parte a Carrie Fischer hoje, a princesa Leia da Guerra das Estrelas, e também um membro da realeza de Hollywood, filha de peixes graúdos do sistema, da atriz Debbie Reynolds e do cantor Eddie Fischer.
Para os apreciadores da saga galática, os da primeira geração, esta princesa gémea representa as memórias infantis de uma nova forma de heroína com carácter forte e cheia de espírito de missão. A própria Carrie Fischer foi consumida pela personagem de tranças enroladas, espelhada no cinema e em todas as formas de consumo da sua imagem.
Diferente do conceito passivo da mulher que sonha com príncipes e castelos, enquanto espera que a defendam, esta princesa Leia sabia lutar e disparar uma arma tão bem como qualquer companheiro masculino, sem se resignar com as adversidades, e batendo-se sempre pela restauração da igualdade na galáxia, nem que para isso ela ficasse com o penteado de tranças desfeito.
Talvez personagem pioneira da igualdade de género na ficção científica de massas, vou lembrá-la sempre de bikini de metal com a pistola laser em punho, e um certo elan de princesa comunista das estrelas. Morreu a Carrie Fischer, e com ela partiu, e ficou ao mesmo tempo, um ícone da cultura popular. A "força toda"está com ela, estou certo!

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