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A mostrar mensagens de junho, 2012

Gosto

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Gosto de gelados de limão especialmente se casar com hortelã. Gosto de rir. Mas gosto mais de rir em conjunto. Gosto de viajar. Gosto ainda mais se for de comboio. Gosto de ler. Gosto ainda mais de ler e escrever nas margens do livro. Gosto de comer maças de manhã. Gosto de café. Gosto de jantar fora. Gosto muito mais se houver velas e música jazzy enquanto janto. Gosto de cinema. Gosto de filmes de ficção científica quando estou macambúzio. E de filmes de época quando estou introspetivo Gosto de Alfred Hitchcock esteja eu como estiver. Gosto da família. Gosto de falar. Gosto de ideias e de debatê-las. Gosto quando se discorda mas se ouve o outro. Gosto de pessoas de bom fundo. Gosto de gostar.

Não gosto

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Não gosto de acordar muito cedo. Mas não gosto de acordar tarde de mais. Não gosto de chico espertismo. Não gosto de segundas-feira chuvosas. Não gosto de concertos ultra-lotados. Não gosto de dança moderna quando não a entendo e só vejo pessoas de rojo pelo chão. Não gosto de sinopses pseudo-intelectuais que só podem ser entendidas por quem as escreveu. Não gosto de cinismo. Não gosto de alpinistas profissionais quando escalam tudo menos montanhas. Não gosto de praias lotadas. Não gosto de não ter tempo. Nem tão pouco gosto de o perder. Não gosto de mal entendidos. Não gosto especialmente de televisão porque prefiro cinema. Não gosto de más notícias. Não gosto de mentiras maldosas. Não gosto de enredos de telenovela trazidos para a realidade. Não gosto de preconceitos. Não gosto de desonestidade. Especialmente a intelectual. Não gosto de estereótipos. Não gosto da perfeição. Não gosto de noites sem sonhos. Não gosto de não gostar. Prefiro um milhão de vezes mais quando gosto.

Crise

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Estou farto da crise. Da crise económica. Da crise dos valores.. Da crise que existe. E até da crise que se inventa. Já não tenho pachorra para dispensar a esta senhora que está em digressão por todo o mundo. Até a minha pachorra está em crise. Fiquei a saber que a Espanha rifou o salero, a Irlanda penhorou a música de qualidade, Portugal leiloou o galo de Barcelos, porque ainda não pode vender a Mariza, e até a Grécia não tarda vai transformar a acrópole de Atenas num hotel de charme. Quem é que virá a seguir? Vendam a maior parte da Europa e transformem-na num parque temático ao jeito da Disneyland. Para rato Mickey, Pateta e irmãos Metralha temos uns quantos voluntários na Assembleia da República Portuguesa. Que crise!

Sabor da semana

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Uma pequena maldade não deixa de ser isso mesmo, uma maldade. Fazer intrigas sobre a vida de quem nos rodeia é uma forma triste de engrandecer quem alastra o boato. É como alguém que quer, por momentos, ter alguma coisa da sua autoria que chame a atenção dos outros e que essa coisinha se torne em algo precioso. O ato de espalhar uma informação sobre a vida de uma pessoa dá, por poucos minutos, a sensação de um poder delicioso. É como possuir um objeto valiosíssimo que estamos dispostos a partilhar com quem o quiser receber das nossas mãos. O pior é que essa pequena maldade, capaz de nos tornar mais importantes por breves instantes, tem também o poder de provocar lesões emocionais. Criar desconfianças. Tecer armadilhas e tensões nos outros que foram escolhidos para ser o "sabor da semana". Não existe sanção no Código Penal para a "pequena difamação" muito embora, inocente ou absurda, o boato alastre e queime sem indeminizações que possam reparar aquilo que existia...

Fragrâncias

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Mesmo que hoje os meus avós só vivam nas recordações que guardo no bolso, e no coração também, não deve haver um único dia que seja em que eu não tenha pensado neles. Recordo-lhes as palavras de cuidado, o olhar meigo e sobretudo o timbre calmo que ouvi tantas vezes nas histórias que me contavam. Gostava que as memórias fossem como pequenos frascos de perfume numa prateleira especial. Cada um com a sua fragrância à espera de ser revivida sempre que apetecesse. E se assim fosse, o perfume dos meus avós seria o mais sublime da minha coleção.

O provérbio

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Sempre achei piada aos provérbios. Podem até ser um cliché, delicioso, mas são muito divertidos. Há um provérbio chinês que eu gosto especialmente e que diz mais ou menos assim: Há uma linha vermelha, mas invisível, que liga aqueles que estão destinados a pertencerem-se. Não importa o tempo que passe, o espaço que afaste ou as circunstâncias que estejam contra, porque esta linha vermelha, mas invisível, que pode até emaranhar-se e dar muitos nós, nunca será quebrada. Nota explicativa: A linha é invisível aos olhos de quem não está destinado a pertencer e torna-se vermelho sangue quando os proprietários tomam consciência do seu destino. Chinesices!

Hipocrisia

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Hoje apetece-me dizer qualquer coisa sobre a hipocrisia. Sobretudo aquela, umas das piores, que faz com que alguém tenha tanto medo de ser como é, que prefira viver sempre de maquilhagem posta, dia e noite, só para se sentir integrado. Já passei a fase de ter piedade por quem opta pela clausura de si. A única oportunidade que alguém tem para estar bem consigo, e com os outros, é ser aquilo que realmente é, sem receio. Há quem tenha pavor da reação da família, há quem tenha medo de ser apontado, há quem tenha pesadelos com a rejeição daqueles que ama, e há outros que até emigram para serem como são longe dos olhos daqueles que os conheceram desde sempre. Tudo errado. O preconceito existe mas combate-se com exemplos positivos. Vencem-se muitas batalhas com a inteligência, com a oratória e com atitudes seguras. Quando alguém é importante no nosso plano emocional, social ou familiar, não vai importar nada os pormenores da vida íntima dessa pessoa. O pior é que na homossexualidade, e nou...

Quando eu...

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Quando eu tinha vinte anos gostava de terminar o dia com os amigos e, de preferência, com uma festa bem rija. Aos 37 anos mudou muita coisa. Hoje prefiro acabar o dia, depois do trabalho, à pesca do sol, com um café, um cigarrito e um livro. Sabe bem namorar-me em cada momento que eu estou comigo. Não me parece que seja velhice (risos). Parece-me mais aquela quietude, e uma paz especial, que é mais fácil de ser apanhada com o galopar do tempo.

Mudar

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Mudam-se as ideias, os conceitos e os paradigmas.Assim evoluem as artes e as ciências. O pior é quando a mudança ultrapassa a fronteira da evolução saudável e se torna numa coisa disforme que nos faz estranhar o mundo tal como o conhecíamos.

Ondas

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Gosto de pensar que os sentimentos podem ser como ondas, e cada uma diferente da outra. As tonalidades da água, a sua temperatura que difere, e a altura máxima que atinge antes de se desfazer na praia, fazem daquela onda um exemplar único. Vamos surfar emoções?

Mais

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Mais. Mais. Mais e mais. Toda a gente quer mais. Metade quer mais porque diz que precisa. E outra metade quer mais porque foi treinada para somar e não gosta da divisão. Ora se a maioria até é má a matemática para quê querer ser perito na soma? O "mais" é gordo. Pesa que se farta. Há gente que ainda vai ficar marreca por querer carregar sempre mais e mais e mais... O "mais" tem de ser assertivo para que seja necessário. Se eu quero mais? Quero. Mas só o mais essencial.

Universidade

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Na faculdade aprendi muita coisa. Aprendi o que custa fazer frequências e a saber gerir o meu tempo. Aprendi que naquela altura, mesmo que por muitas vezes difícil, eu tinha uma disponibilidade grande e saborosa que hoje já não tenho. Mas o maior ensinamento de todos foi fazer amizades para a vida. Socrátes escreveu certa vez que para se conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos. E é isso mesmo! Aprendi na faculdade a trocar ideias e a admirar comportamentos e posturas de tanta gente. Foram tantos os bocadinhos meus e dos outros que se trocaram que se fosse a dizer todos os nomes que eu recordo, nunca mais terminava o status do Facebook. Susana, café depois da aula de História Contemporânea e uma grand'a praia? :-)))