Coisas que eu (pres)sinto













Não pensei que a Lua tivesse oceanos de silêncio,
Quando há terramotos dentro mim, só porque a observo ao teu lado.

Ignorei haver afectos ou serenidades num olhar distante, que ainda não cruzei,
Desenhado em céus onde eu não chovi nem trovejei.
Calores e nuances de encontros imperfeitos, ensinaram-me cores que eu não soube conjugar.

Vou deslizar nas pestanas intermináveis da volúpia,
Sorver as letras do nome que não se soletra sem sílabas de veludo,
Rio sem foz, voz sem timbre, dor sem aperto.

Estamos a crescer, a sentir, a tocar, a misturar. Tremendamente puro e uno. Como um.

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